quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Ventania


Olhos vidrados, corpo estático. Assim se encontrava o sujeito que atendia pelo nome de Alberto Pereira da Silva. Cinco filhos para criar com um salário reduzido com os impostos. Olhou de novo. Não acreditou no que viu. “O que farei?” Os números já estavam marcados. O sorteio seria no dia seguinte. Pensou na ventania que havia trazido o bilhete. A oportunidade viera de longe. Longe de onde estava. Distante daquela rua onde trabalhava como gari, porém mais perto do que imaginava: vinha das mãos de sua esposa. Ela o perdera na ventania a caminho da casa lotérica. Quatro, oito, dezesseis, trinta e oito, cinco e dez. Estes eram os números que o fariam milionário. Pensou, pensou... Pensou mais um pouco até o vácuo tomar conta de sua mente, deixando- o quase inconsciente.
A ventania (sim, aquela mesma) voltou. Mas retornou de uma maneira rude e seca. Voltou com tanta intensidade que lhe arrancou o bilhete das mãos e, como se não bastasse, o acordou de seus pensamentos com um punhado de areia nos olhos. O homem ficou. O bilhete se foi levando consigo um possível destino. Lentamente a ventania se afastou. De vagar, de vagar... Até que virou uma esquina e sumiu. Desta vez, para nunca mais voltar.
(by Fefeko)

Insatisfação sem fim



Parecemos sempre estarmos descontentes com algo. Quando está fazendo aquele calorão, nos dispomos a fazer até mesmo a “dança da chuva” para conseguir o desejado. Já quando chove o “bicho papão” já não é o calor, e sim a chuva (aquela que tanto pedimos anteriormente). Sempre haverá alguma coisa que poremos defeito. “A comida está ruim”, “Só tem arroz com feijão”,  “Não gostei disso” , “Não gostei daquilo”. Isso também ocorre com pessoas. “Não fui com a cara dele!”,  “Ela não presta”. Infelizmente parece ter crescido o número de observadores da lei de Murphy nos dias de hoje. Há um grande esforço em arruinar até mesmo com o que está bom. Sendo assim, os pessimistas irão dominar o mundo? Há quem pense isso, mas até o pessimista tem que ser otimista para as coisas não darem certo.
Menino Luxento    (Poesia infantil de autor desconhecido)

Menino luxento,
Você quer empada?
-Não, mamãezinha,
Está muito salgada.

Menino luxento,
Você quer assado?
-Não, mamãezinha,
Está muito tostado.

Menino luxento,
Você quer salada?
-Não, mamãezinha,
Está muito aguada.

Menino luxento,
Você quer pudim?
-Não, mamãezinha,
Está muito ruim.

Menino luxento,
Você não quer nada?
Menino luxento,
Pois tome palmada.


Sempre haverá o ruim, mais por que aumentá-lo? Em vez disso, agradeça à Deus pelas coisas que acontecem. As reclamações podem nos levar ao “nada” ou até mesmo ao pior. Por isso eu lhes digo sem medo: “CUIDADO!”

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Férias


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